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BOLETIM ELEIÇÕES 2018 - 4ª EDIÇÃO

11/10/18 - Por Darana RP

Eleições baianas definidas em primeiro turno

Rui Costa (PT) é reeleito Governador e garante a maioria na Assembleia Legislativa

Em uma das mais previsíveis eleições dos últimos anos para governador na Bahia, o petista Rui Costa foi reeleito para o cargo e permanecerá no Palácio de Ondina por mais um mandato. O candidato liderou as pesquisas desde o início do processo sempre na casa dos 50 pontos percentuais e fechou a conta em 75,50% contra 22,26% do segundo colocado, o candidato democrata José Ronaldo, superando o desempenho de seu mentor Jaques Wagner (eleito Senador) que venceu o pleito de 2010 com um resultado de 63,83% contra 16,08% do adversário Paulo Souto (DEM).
O petista surfou tranquilamente em sua aprovação de 40% (ótimo e bom) e 34% regular, em pesquisa de agosto, e na força de seu candidato a vice João Leão (PP) cuja força no interior do estado pode ter dado a Rui a vitória em 64% dos 417 municípios baianos. Uma coligação de 14 partidos e uma chapa, pelo menos publicamente, unida e coesa garantiu a vitória e ainda e tradição de eleger os senadores.


Já no campo adversário, os problemas começaram com a escolha do candidato ao cargo máximo, José Ronaldo (DEM), que embora tenha força em uma região de grande densidade eleitoral, era desconhecido na maior parte do Estado e se aprofundaram com a escolha de uma candidata a vice totalmente desconhecida, a médica Mônica Bahia (PSDB), uma estreante na política. Principal parceiro, o PSDB do presidenciável Geraldo Alckmin, cuja campanha se desidratou ao longo do processo, foi outro peso a ser carregado pela chapa oposicionista. Em uma manobra arriscada e que causou ainda mais atritos internos, José Ronaldo declarou publicamente seu apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).


As desavenças públicas, um clima interno cheio de animosidades e disputas dentro da coligação completaram a receita da derrota, incluindo a do candidato ao Senado Irmão Lázaro (PSC), que lideravas as pesquisas até quase o final do pleito e foi ultrapassado na última curva pelo adversário, Ângelo Coronel (PSD) da chapa governista.
Aqui contou a unidade da chapa. Ao se colocar como líder isolado nas pesquisas, o senador eleito Jaques Wagner (35%) chamou para si a tarefa de puxar o companheiro Ângelo Coronel, que chegou a figurar em quarto lugar nas pesquisas, mas foi eleito com 32% dos votos, enquanto Irmão Lázaro encerrou o pleito com 15,37% da preferência dos eleitores.


Bancada da ALBA - Além dos dois senadores, a chapa liderada pelo governador eleito Rui Costa conseguiu ainda eleger 29 dos 39 deputados federais, sendo nove do PT. Juntos, DEM e PSDB principais partidos da chapa oposicionista elegeram cinco candidatos para a Câmara. O governador Rui Costa também garantiu, a princípio, maioria na Assembleia Legislativa da Bahia, com 58% de deputados eleitos da base aliada, sendo dez do PT e nove do PSD, principais partidos da coligação.


Com um índice de 53,96% de renovação, a ALBA ganha 34 deputados novos e 29 já são conhecidos da casa e foram reeleitos. Na dobradinha mais surpreendente destas eleições, pai e filho, Pastor Isidório e João Isidório (Avante), foram eleitos com o maior número de votos para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa, respectivamente. Na cota de herdeiros políticos, além de João Isidório, ocuparão as cadeiras de deputado estadual Diego Coronel (PSD), Rogério Andrade Filho (PSD) e Marcelinho Veiga (PSB), filhos do senador eleito Ângelo Coronel, do ex-deputado, Rogério Andrade e do deputado estadual Marcelo Nilo, eleito para a Câmara Federal.


Agora que todos os olhos se voltam para disputa presidencial em segundo turno entre os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), a movimentação é para as costuras políticas de apoio a cada candidato. Jaques Wagner já integra a coordenação do petista. O presidente do DEM, prefeito ACM Neto, ainda não se manifestou oficialmente, mas deu indícios claros de apoio ao candidato do PSL.