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BOLETIM ELEIÇÕES 2018 - 2ª EDIÇÃO

16/08/18 - Por Darana RP

Após a intensa movimentação das últimas semanas que antecederam as convenções partidárias, marcadas pelas tradicionais trocas de farpas entre os dois principais candidatos ao Governo do Estado, e às portas de colocar as campanhas na rua (liberadas a partir de 16 de agosto), partidos e coligações lutam para apararem as arestas nada sutis das disputas internas, que agora se voltam para garantir espaço nas proporcionais (deputados federais e estaduais).


Coube à chapa oposicionista que havia indicado e confirmou em convenção o nome de José Ronaldo (DEM) como candidato ao Palácio de Ondina, surpreender até mesmo correligionários com a escolha da médica Mônica Bahia (PSDB) como candidata a vice-governadora. Desconhecida no cenário político partidário, a agora candidata ganhou destaque como membro do Movimento Brasil Livre (MBL) e traz como capital eleitoral o fato de ser “anti-PT”, como já assumiu o prefeito ACM Neto (DEM). Mas a preferência do cabeça de chapa por uma mulher no cargo de vice também contou muitos pontos.


As outras coligações e partidos confirmaram em convenções os pré-candidatos já conhecidos a governador e vice-governador. A coligação que tem o PT como líder, consagrou a chapa Rui Costa-PT/João Leão-PP. Ainda concorrem ao palácio de Ondina, as chapas puro sangue formadas por João Santana /Jeane Cruz (MDB), Célia Sacramento/ José Itamário (Rede), Marcos Mendes/Dona Mira (PSOL) e Orlando Andrade/Silvano Alves de Souza(PCO) respectivamente aos cargos de governador/vice-governador. Quem teve de correr contra o tempo foi ex-prefeito João Henrique, candidato do PRTB, após a desistência de seu vice Alberto Pimentel (PSL), que deixou a chapa para “ser os olhos” do presidenciável Jair Bolsonaro na Bahia. A vaga ficou com a advogada Antônia Maria dos Santos, presidente do PRTB em Alagoinhas e mais uma vice que disputa eleições pela primeira vez.


Senado - Com duas vagas abertas no Senado para a Bahia, a definição dos pré-candidatos tem sido até agora a mais intrincada nas negociações. Entre os governistas o nome do ex-governador Jaques Wagner (PT) foi consenso desde o início. Já a segunda vaga foi alvo de intensa disputa e muitos nomes ventilados, mas ao final foi confirmado o deputado e presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ângelo Coronel (PSD), que conta com apoio dos evangélicos da Assembleia de Deus. A atual senadora Lídice da Mata (PSB), que buscava sua reeleição, confirmou em convenção sua candidatura a deputada Federal.


Ainda no campo governista, mais disputada que uma vaga de senador, foi o lugar como suplente de Jaques Wagner. O petista é cotado para assumir um cargo de ministro, no caso da vitória de uma coligação de esquerda nas eleições presidenciais, ou de secretário, cargo que ocupou até se desligar para concorrer às eleições, caso Rui seja reeleito. As duas opções abrem caminho automático para o suplente assumir a cadeira de senador. Quem levou a melhor foi o deputado Federal Bebeto Galvão (PSB), indicado como primeiro suplente, tendo a segunda suplência ficado com Luciana Muniz (PR).


A coligação oposicionista indicou o deputado Federal Jutahy Magalhães Júnior (PSDB) para uma das vagas no primeiro momento. Já a disputa pela segunda cadeira foi acirrada. Uma delas, chamada nos bastidores de “guerra santa”, foi travada entre o deputado federal Irmão Lázaro (PSC) e a vereadora de Salvador, Ireuda Silva (PRB), que disputam o mesmo eleitorado: os evangélicos. Mas acabou ficando mesmo com Irmão Lázaro, tendo como suplentes Ivanilson Gomes (PV) e Eliel Santana (PSC). O agora candidato ao senado ainda enfrentou forte oposição ao seu nome pelo próprio companheiro de chapa, mas venceu a disputa apostando que a popularidade nas redes sociais (cerca de 8,5 milhões de curtidas apenas no Facebook) será convertida em votos.


Na outra frente, a definição das vagas de suplente de candidato Jutahy também foi movimentada, com troca de última de hora. Após anunciar a composição tendo Eremita Mota (PSDB) como primeira suplente e Viviane de Sousa Quinteiro (PSDB) na segunda vaga, substituiu a correligionária por Júlio Santos (PRB), que seria candidato a deputado federal. E quando tudo parecia calmo, a formação de uma “chapinha” liderada justamente pelo PSC, de Irmão Lázaro, para garantir espaço nas campanhas de deputados estaduais e federais, iniciou um racha profundo na coligação, incluindo a ameaça do PSDB de deixar a coligação. Coube a ACM Neto vestir a roupa de bombeiro e apagar o incêndio, acalmando os ânimos.


Concorrem ainda ao senado pela Bahia o apresentador Celsinho Cotrim na chapa de João Henrique (PRTB), Jorge Vianna (MDB) e Marcos Maurício (DC), Francisco José (Rede), Fábio Nogueira (PSOL) e Adroaldo Santos (PCO). Após alguma resistência o ex-pugilista Popó (agora filiado ao PDT), que tinha anunciado sua candidatura independente jogou a toalha e desistiu, aceitando concorrer a deputado federal na chapa liderada pelo PT.
Com uma disputa tão acirrada pelo Senado Federal, uma pergunta fica no ar: A Bahia vai manter sua tradição de que o candidato que chega ao Palácio de Ondina automaticamente elege os senadores? Que venham as campanhas!